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domingo, 18 de dezembro de 2011

chameleon effect


"Procuro uma mulher que me use injetado na veia...  que sobreviva o meu efeito. E que não volte no dia seguinte para mais uma dose... a menos que esteja viciada"

W.S

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

BREVE BIOGRAFIA DE UM CACTUSATIVA.




Cabelos flutuantes do tipo plânctons fluorescentes, biglips e cabracega.
Tem mão de cebo, dedo vulgar, barriga d’agua, pubianos nervosos, vulvalovers e um hollyhole. Aparenta ser um beatnaked usa buzzcocks tem um sopro por uma rottengirl e uma secreção por uma Tori Lane. Nasceu para cantar honey pie, adora arte, mutant Monet, sexofones e muita batmacumba. Foi integrante do “DADA” junto com o Silverfish e um feto. Atualmente divide uma sarjeta com um indígena.

S.Wagner

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Dia após dia


Eu não sou o mesmo com certeza

Sou corajoso o suficiente para admitir que sou covarde

Minha concentração me abandona todos os dias em um a deus infinito

Não é possível resolver a questão desse problema maior

Que é o meu dia a dia

Eu estou suspenso na espera infinita

E estagnado no ócio dos meus ansejos

Em um sonho cinza recheado com os teus sorrisos

O que me da forças para continuar

Agradecendo por ter te conhecido

sábado, 3 de setembro de 2011

Domingo é o fim

Á noite eu estou afim.
A manhã é o fim.
Família estou afim.
A mudança é o fim.
Namorada estou afim.
Procurar é o fim.
Cerveja estou afim.
Sem amigos é o fim.
Música estou afim.
Teatro estou afim.
cinema estou afim.
Festas estou afim.
Sem dinheiro é o fim.
Cigarro estou afim.
Comprar é o fim.
Lugares pequenos estou afim.
Multidões é o fim.
Modéstia estou afim.
Orgulho é o fim.
Compor estou afim.
Escrever é o fim.
Sábado eu estou afim.
Domingo é o fim.



Wagner Sanchi

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Wabi Sabi


                                                           
                                                          

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Pelo meu amor, Eu que me perdoe





Eu sou a essência
A essência é o amor
Eu sou você e você sou eu
De onde eu venho só é possível existir
Eu sou a divisão e a soma no final
Deus é vários eus
Pelo meu amor, eu que me perdoe

domingo, 24 de julho de 2011

Do “quartinho” para a festa a fantasia.

    
     De volta ao quartinho imundo e confortável, sossegado, se as formigas imundas não comessem a minha sujeira, e as baratas asseadas não limpassem a minha solidão vomitada. As fantasias rolam a solta, e eu aqui juntando a sede de sair com a vontade de beber uma cerveja bem gelada. O certo é que, não tem cerveja... e aquelas fantasias estão rolando a solta, com direito a olhares sarnentos e esbarradas excitantes, e eu aqui há uma e vinte e um da madrugada, traduzindo a minha solidão em um papel que nem se quer é reciclado, em um quartinho imundo e confortável, pra que? Pra ninguém ler? Claro que não, eu nunca vou dividir as minhas fraquezas com ninguém, será? E porque eu estou escrevendo essa porcaria inssossa? No fundo no fundo, eu queria que alguém lesse, não para enfiar a lanterna no meu fracasso e dizer, olha só aqui está ele! Mas para me salvar (socorrer) dessa madrugada em um quartinho imundo e confortável, e de pensamentos que me fazem lembrar que nesse exato momento, uma e meia da madrugada, está acontecendo uma festinha triste à fantasia de olhares sarnentos e esbarradas excitantes da qual eu não faço parte.
    Não consigo entrosar o meu ego com os dos outros, mas o que eu quero agora é uma companhia  pra jogar conversa fora, beber, sair. Eu estou em Porto Alegre a mais de um mês e não moro aqui ainda! Sou um egoísta mesmo, nem trabalho eu consigo arranjar pra sustentar a minha vida bestial e poder me orgulhar de toda essa indecência.  eu sou um sangue e suga ordinário de conforto, sou um agiota mesmo, eu não tenho nada, nada mesmo, nunca tive nada, nem uma cerveja gelada.
     A única coisa que eu tenho não me pertence, é a música. A música é nossa e isso me deixa bastante inseguro, sei que eu posso ir além e por isso as vezes não faço nada. Sou muito rude (exigente) comigo mesmo, tanto que não consigo me mover, não admito erros. As vezes eu não queria ser mais tão eu. O calor aqui está insuportável e a geladeira daqui tem cheiro de fome. Eles comem com cuidado com a certeza de que não vão morrer, - “já estão mortos e não sabem!” Mas isso não importa, o que me traz a conversar comigo mesmo é a solidão, aquela em um quartinho imundo e confortável, vez em quando eu me pergunto, será que vai valer a pena longe do meu canto quieto? da família? opa! Espera ai, será que eu não estou morto vivendo com cuidado e não sei? Ta só falta agora eu escrever um livro, logo eu que nunca li um, acho que nunca escreverei só pelo fato de saber que nunca serei um Rimbaud, mas que droga, por quê eu sou assim? Se eu começo, vou até o fim, se é pra amar, tem que ser amor platônico, se for pra escrever tem que ser como Rimbaud, se for pra beber, até cair, se for pra fumar, até gerar um pnêuma tórax, se for pra magoar, piso até sangrar, se for pra pedir desculpas, escrevo até uma música, se for pra matar, mato a mim mesmo, pra que? Porque eu sou assim tão difícil comigo? Se for pra enciumar escrevo um carta que provavelmente o destinatário será a gaveta ao lado, pensando naquela festa a fantasia triste de olhares sarnentos e esbarradas excitantes da qual eu não faço parte.  

Wagner Sanchi

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Até o céu cansa



O meu sentimento soa como o acaso
Ainda que eu saiba que faço parte de tudo que há
caminhando tudo me ouve
só os sapatos
só os sapatos
até o céu cansa
A essência que eu desconheço
A leveza descontraída
A vergonha de ter vergonha

Ser o que é 
Até meu rosto murchou
só os sapatos
só os sapatos
Até o céu cansa


    W.Sanchi

domingo, 19 de junho de 2011

Todo Homem Tem Uma Mulher Que O Ama

Todo homem tem uma mulher que o ama
Na chuva ou no sol  na vida e na morte
Se ele achar ela no seu tempo de vida
Ele saberá quando ele encostar o ouvido no peito dela

Por que eu ando por ai quando eu sei que você é a única?
Por que eu dou risada quando eu estou quase chorando?

Toda mulher tem um homem que a ama
nas idas e vindas de sua vida e morte
Se ela achar ele no seu tempo de vida
Ela saberá quando ela olhar nos olhos dele

Por que eu ando por ai quando eu sei que você é a única?
Por que eu corro quando eu sinto como se estivesse segurando você?

Todo homem tem uma mulher que o ama
Se ele achar ela no seu tempo de vida
Ele saberá.

yoko ono - album: double fantasy-música: Every man has a waoman who loves him

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ser ou não ser artista



Artista não vira artista
Nasce com alma de artista
Artista é um criador, ou um interprete
Ama a arte de alma e coração
Vive para a arte
Serve a arte
Sacrifica-se pela arte


O não artista tenta ser
Não nasce, não sente
Não vive pela arte
Vive da arte
Não serve a arte
Serve-se da arte
Explora a arte e sua beleza
Explora para fins pessoais
Quer fama e dinheiro
Procura fazer carreira
Sacrifica-se pelo montante
Não pela arte
Não sente o que faz
Nunca se entrega completamente
Não se sente em casa
Porque na verdade não está em casa
De artista pouco ou nada tem


O Artista pode ser um ser estranho
Pode ser esquisito e diferente
Artista pode ser simples
Humano, humilde
Tímido e calado
Pode ser todos eles
Pode ser marado
Pode parecer mal encarado
Mal humorado e afastado
Apenas pode ser um ser reservado
Pode ser um ser isolado


Os artistas vêem-se com o tempo
São precisas provas
Anos de trabalho e dedicação
Para se ser reconhecido e valorizado
Como artista
Não é para quem quer
É para quem pode
Não é num trabalho apenas
Não é em dois
Não é num dia ou num ano
É um percurso
Só o artista o consegue percorrer
Do inicio até ao fim

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sobra de Arte

Esse velho gemido
que um dia foi som,
fica muito melhor
com eu sustenido
reduz meio tom
e soa um nós maior.

O amor foi sentido
Quando eu não existia

A vida é nobre e muda,
nua e sem rosto,
um mistério sagrado
que a palavra encobre
criando sempre um oposto
que escolhe um lado.

O amor foi sentido
quando eu não existia
querendo o que eu era
e o que eu era eu queria

quem viajar nessa sobra de arte,
vai ver na margem da estrada,
uma onda que é mar
um todo que é parte
e uma parte que é nada.

Odilon Antônio Goularte.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Em alguma dimensão


Eu tive um sonho...
Era noite
Não era frio nem calor
Vestíamos pouca roupa
Tu estavas vestindo um vestido não muito comprido branco, que eu não conheço...
Usavas um colar fino e longo e se escorava numa proteção de ferro que ficava perto da calçada
Teu sorriso estava diferente, peculiar
Conversávamos ao pé do ouvido e tu rias de tudo que eu falava
Eu me sentia leve e lento, auto-suficiente
Parecia que agente estava numa bolha de sabão...
Eram segredos que conversávamos, mas eu não lembro...  estávamos felizes e  sorridentes
E havia uma ingenuidade nos olhares que eu não consigo descrever, agente ficou horas se olhando
E tu rias de tudo o que eu falava...

domingo, 22 de maio de 2011

Roma





..................................O amor é o todo, é o único sentido de estarmos presos a esse sonho passageiro........................................................................................... WSanchi

sábado, 21 de maio de 2011

Minha única solidão parte II


É uma caminhada com desinteresse
A vontade incompleta
O zumbido do silêncio
A fama do anonimato
O ermitão
É a solidão
Um prato e um copo
Um lugar no sofá
O mofo
O singular
Uma lágrima
A masturbação
É a solidão
O nada
Uma xícara de chá
Um livro
A renúncia
O desfalecer
A imaginação
É a solidão
O musgo
O limo
O domingo
O Brilho ofuscante da multidão
É a solidão

 W.Sanchi

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Moscas Volantes

                    





O mundo hoje em dia anda tão hostil
Acho que eu errei mas em que parte eu não sei
Acendo um cigarro e começa a doer
Me dê um motivo, um motivo qualquer
Eu não preciso
Não preciso de ninguém
Penso é assim mesmo as coisas vão e vem
Pessoas sem cores têm cores pra mim
E ai vem uma vida e começa a doer
Foi tão transparente que a corda rompeu
Eu não preciso
Não preciso de ninguém
O mundo hoje em dia anda tão hostil...

Wagner Sanchi

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A chuva-Solipsismo-Lúgubre

A chuva
Eu não dei à mínima! Porque? Porque eu sabia de tudo! Eu disse que eu sabia, eu já sabia! Mas confesso,  eu ficava na dúvida por uns meros  60 segundos! É que eu sou muito generoso com as pessoas..., e muito pouco comigo. Eu entrei lá por livre e espontâneo masoquismo e falta do que fazer, fui  um pouco sádico, eram muitos ingredientes no mínimo intrigantes para uma bomba atômica no meio daquele cortiço de animais alegres, ouvindo aquela melodia triste executada por palhaços fantasiados de “artistas”. Tentavam fugir da chuva pesada invisível visível da minha doença,  que martelava o teto como um despertador incessante de um dia de atraso, e que por vezes até me assustava, era uma espécie de inferninho disfarçado de lugar comum.
Solipsismo
Bem feito pra mim!!!! Era tarde de mais,  era notável através dos  meus cabelos que eu estava de baixo de uma tempestade de casaco e camisa, então eu disse  - “Eu quero..., mas prefiro ficar longe” não foi possível tirar algum proveito daquele monosílabismo,  ninguém falava a minha língua naquele lugar sórdido onde era impossível estar em algum lugar, simplesmente você estava em todos ao mesmo tempo a cada minuto. Então opto por uma cerveja, tarefa quase impossível ando 17 quadras a baixo de tempestade, temos isso e aquilo por toda a parte..., esbarradas excitantes lamentáveis, consumo o bar ensopado, engulo a minha cerveja que desce como uma navalha, fazendo com que meus sentimentos mais pobres e toda a culpa do mundo sangrasse de todos os poros da minha pele de uma só vez.
Lúgubre
Não dava mais! Eu estava cheio de vazio, aquele lugar estava me expelindo  como se eu fosse um excremento da chuva de meus sonhos lúgubres. Eu esparramei pelo ralo da li, e ninguém percebeu,  ninguém me viu em nenhum momento, eu poderia dizer que não estive lá... Bem feito!!! Continuei só, despreocupado dissolvido na escória pra fora da melodia triste... Feliz pensei:  “Pelo menos driblei o Carma, caso contrario, a reação apareceria na porta da minha desgraça  batendo  com machado para entrar”.  
Ps: "Se um dia eu morrer, prometo nunca mais voltar"

W.Sanchi

domingo, 15 de maio de 2011

Minha única solidão parte I

Minha única solidão
Minha primeira juventude
Meus dois nadas
Minha última nunca
Meu nunca sempre
Meus dois corações
Me deu não dom
E sai do tom
Mais rápido que ta lento
Eu vejo o cheiro
Te solta as cordas
E sai de dentro
E sai de fora

 W.Sanchi