A chuva
Eu não dei à mínima! Porque? Porque eu sabia de tudo! Eu disse que eu sabia, eu já sabia! Mas confesso, eu ficava na dúvida por uns meros 60 segundos! É que eu sou muito generoso com as pessoas..., e muito pouco comigo. Eu entrei lá por livre e espontâneo masoquismo e falta do que fazer, fui um pouco sádico, eram muitos ingredientes no mínimo intrigantes para uma bomba atômica no meio daquele cortiço de animais alegres, ouvindo aquela melodia triste executada por palhaços fantasiados de “artistas”. Tentavam fugir da chuva pesada invisível visível da minha doença, que martelava o teto como um despertador incessante de um dia de atraso, e que por vezes até me assustava, era uma espécie de inferninho disfarçado de lugar comum.
Solipsismo
Bem feito pra mim!!!! Era tarde de mais, era notável através dos meus cabelos que eu estava de baixo de uma tempestade de casaco e camisa, então eu disse - “Eu quero..., mas prefiro ficar longe” não foi possível tirar algum proveito daquele monosílabismo, ninguém falava a minha língua naquele lugar sórdido onde era impossível estar em algum lugar, simplesmente você estava em todos ao mesmo tempo a cada minuto. Então opto por uma cerveja, tarefa quase impossível ando 17 quadras a baixo de tempestade, temos isso e aquilo por toda a parte..., esbarradas excitantes lamentáveis, consumo o bar ensopado, engulo a minha cerveja que desce como uma navalha, fazendo com que meus sentimentos mais pobres e toda a culpa do mundo sangrasse de todos os poros da minha pele de uma só vez.
Lúgubre
Não dava mais! Eu estava cheio de vazio, aquele lugar estava me expelindo como se eu fosse um excremento da chuva de meus sonhos lúgubres. Eu esparramei pelo ralo da li, e ninguém percebeu, ninguém me viu em nenhum momento, eu poderia dizer que não estive lá... Bem feito!!! Continuei só, despreocupado dissolvido na escória pra fora da melodia triste... Feliz pensei: “Pelo menos driblei o Carma, caso contrario, a reação apareceria na porta da minha desgraça batendo com machado para entrar”.
Ps: "Se um dia eu morrer, prometo nunca mais voltar"
W.Sanchi