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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sobra de Arte

Esse velho gemido
que um dia foi som,
fica muito melhor
com eu sustenido
reduz meio tom
e soa um nós maior.

O amor foi sentido
Quando eu não existia

A vida é nobre e muda,
nua e sem rosto,
um mistério sagrado
que a palavra encobre
criando sempre um oposto
que escolhe um lado.

O amor foi sentido
quando eu não existia
querendo o que eu era
e o que eu era eu queria

quem viajar nessa sobra de arte,
vai ver na margem da estrada,
uma onda que é mar
um todo que é parte
e uma parte que é nada.

Odilon Antônio Goularte.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Em alguma dimensão


Eu tive um sonho...
Era noite
Não era frio nem calor
Vestíamos pouca roupa
Tu estavas vestindo um vestido não muito comprido branco, que eu não conheço...
Usavas um colar fino e longo e se escorava numa proteção de ferro que ficava perto da calçada
Teu sorriso estava diferente, peculiar
Conversávamos ao pé do ouvido e tu rias de tudo que eu falava
Eu me sentia leve e lento, auto-suficiente
Parecia que agente estava numa bolha de sabão...
Eram segredos que conversávamos, mas eu não lembro...  estávamos felizes e  sorridentes
E havia uma ingenuidade nos olhares que eu não consigo descrever, agente ficou horas se olhando
E tu rias de tudo o que eu falava...

domingo, 22 de maio de 2011

Roma





..................................O amor é o todo, é o único sentido de estarmos presos a esse sonho passageiro........................................................................................... WSanchi

sábado, 21 de maio de 2011

Minha única solidão parte II


É uma caminhada com desinteresse
A vontade incompleta
O zumbido do silêncio
A fama do anonimato
O ermitão
É a solidão
Um prato e um copo
Um lugar no sofá
O mofo
O singular
Uma lágrima
A masturbação
É a solidão
O nada
Uma xícara de chá
Um livro
A renúncia
O desfalecer
A imaginação
É a solidão
O musgo
O limo
O domingo
O Brilho ofuscante da multidão
É a solidão

 W.Sanchi

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Moscas Volantes

                    





O mundo hoje em dia anda tão hostil
Acho que eu errei mas em que parte eu não sei
Acendo um cigarro e começa a doer
Me dê um motivo, um motivo qualquer
Eu não preciso
Não preciso de ninguém
Penso é assim mesmo as coisas vão e vem
Pessoas sem cores têm cores pra mim
E ai vem uma vida e começa a doer
Foi tão transparente que a corda rompeu
Eu não preciso
Não preciso de ninguém
O mundo hoje em dia anda tão hostil...

Wagner Sanchi

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A chuva-Solipsismo-Lúgubre

A chuva
Eu não dei à mínima! Porque? Porque eu sabia de tudo! Eu disse que eu sabia, eu já sabia! Mas confesso,  eu ficava na dúvida por uns meros  60 segundos! É que eu sou muito generoso com as pessoas..., e muito pouco comigo. Eu entrei lá por livre e espontâneo masoquismo e falta do que fazer, fui  um pouco sádico, eram muitos ingredientes no mínimo intrigantes para uma bomba atômica no meio daquele cortiço de animais alegres, ouvindo aquela melodia triste executada por palhaços fantasiados de “artistas”. Tentavam fugir da chuva pesada invisível visível da minha doença,  que martelava o teto como um despertador incessante de um dia de atraso, e que por vezes até me assustava, era uma espécie de inferninho disfarçado de lugar comum.
Solipsismo
Bem feito pra mim!!!! Era tarde de mais,  era notável através dos  meus cabelos que eu estava de baixo de uma tempestade de casaco e camisa, então eu disse  - “Eu quero..., mas prefiro ficar longe” não foi possível tirar algum proveito daquele monosílabismo,  ninguém falava a minha língua naquele lugar sórdido onde era impossível estar em algum lugar, simplesmente você estava em todos ao mesmo tempo a cada minuto. Então opto por uma cerveja, tarefa quase impossível ando 17 quadras a baixo de tempestade, temos isso e aquilo por toda a parte..., esbarradas excitantes lamentáveis, consumo o bar ensopado, engulo a minha cerveja que desce como uma navalha, fazendo com que meus sentimentos mais pobres e toda a culpa do mundo sangrasse de todos os poros da minha pele de uma só vez.
Lúgubre
Não dava mais! Eu estava cheio de vazio, aquele lugar estava me expelindo  como se eu fosse um excremento da chuva de meus sonhos lúgubres. Eu esparramei pelo ralo da li, e ninguém percebeu,  ninguém me viu em nenhum momento, eu poderia dizer que não estive lá... Bem feito!!! Continuei só, despreocupado dissolvido na escória pra fora da melodia triste... Feliz pensei:  “Pelo menos driblei o Carma, caso contrario, a reação apareceria na porta da minha desgraça  batendo  com machado para entrar”.  
Ps: "Se um dia eu morrer, prometo nunca mais voltar"

W.Sanchi

domingo, 15 de maio de 2011

Minha única solidão parte I

Minha única solidão
Minha primeira juventude
Meus dois nadas
Minha última nunca
Meu nunca sempre
Meus dois corações
Me deu não dom
E sai do tom
Mais rápido que ta lento
Eu vejo o cheiro
Te solta as cordas
E sai de dentro
E sai de fora

 W.Sanchi