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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Minha vontade






(...)

Eu que sentado  aqui estou, exercitando a mente,
acatando  a condição de prisioneiro do corpo, que é a minha cruz,
reluz sobre mim, a impotência diante da perfeição
Abaixo de qualquer céu numa estrada sem fim
A realidade não é, senão, o retrato daquilo que crio
Procurando o meu céu e eventualmente o meu fim
criando a condição para gestação do sentimento daquilo que eu já sou
Nadando em pensamentos criados por quem pensa, sente
e esquece o que sabe
Fugindo da responsabilidade que a mim cabe
não mais
A realidade é subjetiva e, portanto,
Decreto a minha vontade
Para sua glória.


Sanchi, Bassi